terça-feira, 15 de agosto de 2017

APLICATIVO CRIADO POR ALUNOS DO NONO ANO SURPREENDE PROFESSORES

         Feira interdisciplinar em uma escola de Curitiba tem resultado inusitado


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                             Figura 1 disponível em: www.donodanoticia.com

                        A Escola Municipal Nova Era, no bairro Feliz em Curitiba, lançou um desafio aos alunos do nono ano, o resultado foi surpreendente! Os alunos deveriam criar um aplicativo que pudesse facilitar o dia a dia na escola de alunos com algum tipo de deficiência. 
                     Uma das equipes criou um aplicativo que facilita a vida de crianças portadoras de daltonismo. O daltonismo é uma redução da capacidade de diferenciar certas cores, principalmente verde e vermelho. Geralmente é um problema hereditário, mas que também pode ocorrer por acidentes, doenças oculares e medicamentos. O daltonismo hereditário não tem cura, os demais podem ser tratados se descobertas as causas e corrigi-las.
                    A vida desses alunos, portadores desse problema, é cheia de dificuldades, que podem levar ao aluno não se sentir incluso com os demais, pode gerar bulling por parte dos colegas, causando uma grande insatisfação e isolamento no portador.
                      O aluno daltônico tem dificuldades imensas  por exemplo,  na hora de utilizar materiais como tintas, lápis de cor, papeis coloridos etc...

                       Resultado de imagem para aula de artes criancas
                         Figura 2 disponível em: www.obaratodefloripa.com.br


                       Pensando nessa questão, os alunos desenvolveram um aplicativo, que pode ser usado  tanto em smartfones como nos tablets que a escola disponibiliza para as aulas. Com esse aplicativo, a criança localiza o objeto que deseja saber a cor, e então clica fotografanddo. Assim que o aplicativo fotografa e  identifica a cor do objeto, como por exemplo um lápis de cor verde claro, aparece então na tela a cor por escrito "verde claro" e ao mesmo tempo emite o som,  "falando" o nome da cor. Logo, mesmo  crianças ainda não alfabetizadas, como as da pré-escola poderão utilizar.  Portanto a faixa etária que poderá utilizar esse aplicativo é muito grande.
                  Diversas são as disciplinas onde o aluno poderá utilizar esse aplicativo, como nas aulas de Artes,  na hora de escolher massinhas de modelas da cor que desejarem, giz de cera, colas coloridas, enfim materiais de arte em geral, ou na Matemática utilizando gráficos, ábacos etc..., entre outras.
                    A coordenação da escola se interessou tanto pelo projeto criado pelos alunos, que encontrou uma empresa para desenvolver o aplicativo, a Secretaria Municipal de Educação, ao ser contactada pela empresa,  iniciou um programa onde será aplicado em todas as escolas de Curitiba. 
                Os alunos da equipe que teve a ideia receberam prêmios e homenagens, além de guardarem para sempre a satisfação de terem colaborado para a inclusão e o bem estar de diversas crianças.
                  Um ponto que pode ser visto como desafio, é a atitude que poderá ser tomada pelos colegas, vendo uma criança tendo que utilizar de um tablet ou smartphone para simplesmente escolher com qual lápis pintar,  talvez evidencie ainda mais a dificuldade da criança, gerando comentários às vezes cruéis por parte dos outros alunos. O fato deverá então ser bem trabalhado com a ajuda dos professores e pedagogos da escola.
                 Existe ainda a questão que, no início, nem todas as escolas contam com recurso de tablets na sala de aula, e os alunos carentes também obviamente não possuem smartphones,  percebe-se um longo caminho ainda pela frente para que o projeto se torne realidade acessível a todos.
               Assim notamos  a importância da utilização de novas tecnologias em benefício da inclusão de diversas síndromes, deficiências... A tecnologia deve ser encarada pelos professores como aliada, e não só como distração dos alunos como ocorre às vezes, nos casos de alunos que tentam utilizar os celulares por exemplo durante as aulas, atrapalhando sua concentração. Falando na mesma linguagem  dos alunos, ou seja utilizando a tecnologia, que eles praticamente nascem dominando nos dias atuais, a aula se torna mais interessante, o rendimento dos alunos pode aumentar, alem dessa maravilhosa experiência citada acima, que ajudou na inclusão de várias crianças.


Sandra de Melo
RU1948554
Licenciatura em Artes Visuais